sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Alfabetização e poesias


Os poemas servem para divertir, emocionar, fazer pensar. Geralmente têm rimas e apresentam diferentes diagramações. São textos com autoria, isto é, geralmente sabemos quem os fez. Eles são textos da cultura oral apropriados para se trabalhar a aquisição da base alfabética e ortográfica; por serem de fácil memorização, geram atividades que favorecem a percepção de que é preciso corresponder ao falado ao escrito, além de brincar com o som, a forma gráfica e o significado das palavras.
Nome do programa: Poesia e Rima
Áreas do conhecimento: Linguagem oral e escrita; sensibilização para textos poéticos.

O trabalho teve inicio com um momento de leitura dos alunos e para os alunos, onde puderam ter contato com diversos livros de poesia. Em seguida, questionamos se identificaram qual foi o gênero de leitura do dia e o que a identifica e diferencia de outros gêneros literários. Em outro momento, ler poesias com rimas e sem rimas para que possam identificar a diferença; pedir também que identifiquem as palavras que rimam na poesia, que deve ser escrita no quadro ou em uma cartolina e também distribuir uma cópia para os alunos para acompanharem a leitura e marcação das rimas.
Em outro momento, pedimos que os alunos escolham suas poesias prediletas para copiarem em uma folha para podermos montar um varal poético na sala de aula, que será utilizado nos momentos dedicados à leitura. Nesse dia cada aluno poderá escolher a poesia de sua preferência para fazer leitura para todos, bem como ilustrá-la, se quiser.
Considero extremamente importante o trabalho com literatura em salas de alfabetização, pois colaboram para desenvolver a sensibilidade para o gênero e contribui para o processo de compreensão do uso social da língua, além de ser proporcionar momentos lúdicos em sala de aula, muito apreciado pelos alunos. Esse trabalho estimula a criatividade para a produção inicial de textos com rimas.
Aqui estão as poesias
Conjunto de vinte e uma poesias da Coleção Dó, Ré, Mi, Fá que versa sobre diversos assuntos contados através de rimas e analogias bastante divertidas de Teresa Noronha.

Outra sugestão de rimas é de Ana Maria Machado e ClaudiusO rato faminto aprontou a maior confusão! Roeu tudo que encontrou pela frente, até a roupa do rei de Roma. O rei raivoso ficou rouco de tanto gritar, mas ninguém pegou o rato roedor. Ouça mais essa divertida história e descubra como o rato resolveu sua fome.
Ouça:

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Temas do Meio ambiente

PROJETO SOBRE O CICLO DA ÁGUA

OBJETIVOS:
- Possibilitar ao aluno o conhecimento dos eventos cíclicos da natureza responsáveis pela manutenção dos ecossistemas, como é o caso do ciclo da água.
- Permitir que o aluno visualize as principais etapas que fazem parte deste ciclo através de recursos animados que transmitem a noção de movimento dos seus componentes.
- Compreender que os seres vivos necessitam de água para sobreviver e por isso deve se conscientizar sobre a importância de preservar este recurso natural fundamental para a vida.
- Vivenciar a experiência de construir um terrário e observarmos as transformações que ocorrem nesse ambiente, ou seja, uma representação do ciclo da água.

ESTRATÉGIAS:
Leitura: O mundinho Azul de Ingrid B. Bellinghausen;
Vídeos:
http://www.inag.pt/jovem/aprender/cicloAgua.swf
Vimágua
Klick Educação - Ciclo da água
YouTube - Estados Físicos da Água - Método Inteligente!
YouTube - o ciclo da água

Tv – pen driver
Mapas digitais e jogos do PESC
Confecção de
Terrário em um aquário para a sala de aula
Exposição das experiências e produções na Semana da Água, com as fotos da realização dos trabalhos.

SEQUÊNCIA DIDÁTICA
- Iniciar a conversa perguntando se eles sabem de onde vem a água e a partir de seus conhecimentos ir questionando para verificar o que já sabem sobre o assunto. De onde vem a água? Quais são as suas características? Para que utilizamos em nossa vida? O que você mais gosta de fazer com a água? Quais são os cuidados que devemos ter quando estamos em contato com uma imensa quantidade de água? Devemos gastar o volume de água que desejamos ou que necessitamos? O que devemos fazer para cuidar da água?
- Após a conversa, realizar a leitura do livro O MUNDINHO AZUL de Ingrid Biesemeyer Bellinghausen, livro que aborda a importância da água, recurso natural utilizado por nós em nosso dia-a-dia; a escassez da água doce no mundo em que vivemos e o processo do ciclo da água. No término da leitura, os alunos irão registrar o que eles mais apreciaram da leitura realizada pela educadora. Este registro será feito através de desenho e/ou escrita de acordo com a série que a a criança está cursando(1º ou 2º ano).
- Apresentar os clipes que mostram o ciclo da água, o tratamento da água, os estados em que a encontramos na natureza e os cuidados que devemos ter com esse recurso natural. Depois de cada apresentação, discutir com os alunos e ouvir o que foi possível apreender do conhecimento que estamos trabalhando e perguntar exemplos de como podemos contribuir para o bom uso da água, destacando sempre o mau do uso que estamos acostumados a fazer em nosso cotidiano. Fazer lista dos cuidados ou desenhar os usos corretos da água.( 1º. E 2º. anos)
- Usar também a história em quadrinhos para ordenar o ciclo da água a partir dos quadrinhos sobre o ciclo, individual (2º.ano) ou coletivamente(1º.ano)
- Para ao aluno perceber concretamente como se dá o ciclo da água, construiremos na sala de aula um terrário para podermos presenciar a representação dos processos que acontecem no meio ambiente. Os alunos poderão registrar através de um desenho a experiência do terrario. Além disso, irão elaborar um texto individual e/ou coletivo de acordo com a série, sobre os conhecimentos que provavelmente assimilaram no decorrer destas aulas. Esses textos deverão ser digitados no computador com o auxílio da família para serem expostos na escola.

AVALIAÇÃO
Os alunos serão avaliados através da observação e dos registros realizados no decorrer dos trabalhos.

PROFªs: Cibele (2º.ano) e Gilmara (1º.ano) Emef. Jardim Sumarezinho



Dois dos vídeos apresentados e discutidos
01 - O vídeo traz a descrição do Ciclo da água de maneira bem elucidativa e lúdica, bem como sobre o tratamento da água e como esta chega em nossa casa depois de pronta para o uso. Porém, nos mostra que devemos valorizar esse recurso que pode acabar se não soubermos usar, demonstrando que muitas vezes fazemos mal uso da nossa água.


02 - Podemos perceber com esses divertidos clipes que existem outros cuidados que devemos ter para não poluirmos o meio ambiente, o meio que vivemos. É legendado, porém de fácil e divertida leitura e lúdicamente nos faz lembrar dos cuidados com o ambiente que vivemos.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O QUE HIPERTEXTO?

É uma experiência vivenciada pela maioria das pessoas que tem acessos a internet ou mesmo em outras experiências, onde buscam ligar informações para conseguir um conhecimento, mesmo sem saber, fazem uso de hipertextos.
Segundo definição encontrada na Wikipédia, “O conceito de "linkar" ou de "ligar" textos foi criado por Ted Nelson nos anos 1960 e teve como influência o pensador francês Roland Barthes, (...) que seria a ligação de textos com outros textos. Em palavras mais simples, o hipertexto é uma ligação que facilita a navegação dos internautas. Um texto pode ter diversas palavras, imagens ou até mesmo sons, que, ao serem clicados, são remetidos para outra página onde se esclarece com mais precisão o assunto do link abordado.”
Mas o que de fato me intrigou foi saber que o hipertexto não surge com a internet e sim num processo de transcrição que acontecia já há muito tempo. “A idéia de hipertexto não nasce com a Internet, nem com a web. De acordo com Burke (2004) e Chartier (2002) as primeiras manifestações hipertextuais ocorrem nos séculos XVI e XVII através de manuscritos e marginalia. Os primeiros sofriam alterações quando eram transcritos pelos copistas e assim caracterizavam uma espécie de escrita coletiva. Os segundos eram anotações realizadas pelos leitores nas margens das páginas dos livros antigos, permitindo assim uma leitura não-linear do texto. Essas marginalia eram posteriormente transferidas para cadernos de lugares-comuns para que pudessem ser consultadas por outros leitores.”
Gosto muito dessa idéia que o hipertexto pode ser considerado com um texto que se tece a cada contribuição adicionada por um novo leitor, ou a escrita diferente que surge a partir do que a leitura de cada leitor elaborar como idéia, ou seja, uma nova oportunidade de um novo hipertexto.




Hipertexto nas fábulas
OBJETIVOS
  • Compreender as características de uma fábula;
  • Vivenciar momentos de leitura para estimular o gosto pela leitura;
  • Desenvolver a linguagem oral com o reconto oral e a escrita com a reescrita coletiva e individual;


CONTEÚDOS
  • Fábulas de Esopo


ESTRATÉGIAS
  • Leitura inicial da fábula A raposa e as uvas através do projetor de datashow onde todos poderão perceber os recursos do hipertexto na leitura da fábula, que está aqui no blog;
  • Conversar com os alunos sobre o que perceberam sobre o gênero, inclusive se identificam o que a fábula traz no final: a moral da história;
  • Mostrar outra versão da fábula através de um vídeo; 
  • Em outra aula, levá-los a sala dos monitores educativos da Positivo para que ouçam e leiam outra versão da fábula e outras fábulas, onde além de ouvir e ler as fábulas poderão fazer as atividades de correção ortográfica da escrita da fábula;
  • Proporcionar momento de ilustrar a fábula;
  • Reescrita da fábula coletivamente e individualmente.


AVALIAÇÃO
  • Observar se os alunos compreenderam o gênero fábula e se são capazes de reproduzi-la oralmente e através da escrita.
Trabalho elaborado pelas professoras Cibele(2º. ano) e Gilmara(1º. ano)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O hipertexto nas fábulas

A Raposa e as Uvas
      Uma raposa, morta de fome, viu, ao passar diante de um pomar, penduradas nas grades de uma viçosa videira, alguns cachos de uvas negras e maduras.
     Ela então usou de todos os seus dotes e artifícios para pegá-las, mas como estavam fora do seu alcance, acabou se cansando em vão, e nada conseguiu.
     Por fim deu meia volta e foi embora, e consolando a si mesma, meio desapontada disse:
     __ Olhando com mais atenção, percebo agora que as uvas estão todas estragadas, e não maduras como eu imaginei a princípio.
     Autor: Esopo
     Moral da História: Ao não reconhecer e aceitar as próprias limitações, o vaidoso abre assim o caminho para sua infelicidade.